Clube do Anime Mágicos: Frieren e Witch Hat Atelier — SEMANA 01

Essa semana eu comecei Frieren e também Witch Hat Atelier com minha amiga Jussara. A gente fez tipo um clube do livro: semanalmente nos reunimos para comentar os episódios. Essa semana assistimos aos episódios 1 e 2 dos dois animes, e aqui vai um resumo do que eu achei.



Frieren me pegou muito pela melancolia. Eu chorei no primeiro episódio e chorei no segundo também. O clima no começo é muito triste, mas ao mesmo tempo bonito, sabe? Não sei se é porque eu tô mais melancólica e sensível ultimamente, mas o primeiro episódio eu achei especialmente pesado. O segundo já começa a dar mais rumo pra história, mas ainda mantém essa sensação de vazio e saudade… é um anime bem filosófico.

E é impossível não sentir o peso dela perceber certas coisas tarde demais, depois que já aconteceu. Eu gostei muito disso.

A Fern também me chamou muita atenção. Eu adorei ela, acho o design dela lindo, principalmente o cabelo.




Witch Hat Atelier (o “anime do bruxinho”) foi outra experiência. Eu chorei no primeiro episódio, mas ali foi mais por emoção mesmo — e porque eu estou EXTREMAMENTE sensível e emocional desde que mudaram minha terapia hormonal. Mas eu amei o anime. Achei tudo muito mágico. O traço é lindo demais, e eu fiquei completamente apaixonada pelo visual e pelo universo.

O Qifrey é muito estiloso, e eu admito que fiquei até com aquela invejinha boa do jeito dele. Ele é muito perfeitinho.

LINDOOOOOOOOOOO

A Coco é uma fofa, eu gostei muito dela logo de cara. E o sistema de magia desse mundo é simplesmente maravilhoso — magia através de escrita e símbolos. Achei isso muito criativo e diferente.

E os cenários… sério, tudo é lindo. A casa do Qifrey é um sonho. Aquela vibe de cada um ter seu cantinho, mas ao mesmo tempo viverem juntos, é muito aconchegante. Eu senti que esse anime vai virar meu novo “anime de conforto”, porque dá vontade de morar dentro daquele universo.


Eu gostei bastante do design da Agott (aquela de cabelo curto). Ela me lembrou muito uma versão “cabelo curto” da Homura de Madoka. Confesso que no início eu achei ela meio insuportável, bem seca e grossinha, principalmente porque as outras personagens foram tão acolhedoras com a Coco… e ela já chegou naquele clima de “nossa, você é só uma iniciante”, jogando isso na cara dela.

Mas eu sinto que ela ainda vai ficar interessante mais pra frente. Sempre tem que ter um personagem mais frio no meio, pra contrastar.


Voltando ao Qifrey

Eu quero ser ele. Eu quero ser ele de verdade.

Ele virou minha nova obsessão (igual minha obsessão pelo Kaito de Hunter x Hunter), porque eu amo esse tipo de personagem que é bonito e estiloso de um jeito natural. Não parece que ele tá tentando ser incrível — ele só é.

Eu queria usar aquelas roupas, aquele óculos, aquele chapéu… tipo, eu queria sair na rua exatamente daquele jeito.



Outra coisa que eu achei simplesmente linda em Witch Hat Atelier foi o jeito que o anime faz algumas pausas no meio do episódio, como se abrisse um livro, e aí a cena vira uma ilustração, como se fosse uma página desenhada.

E eles também fazem isso no final, num estilo de encerramento que me lembrou aqueles “congelamentos” de Avenida Brasil — só que ao invés de só congelar a cena, eles transformam o momento em arte, em traço mesmo.





Uma coisa que eu percebi assistindo os dois primeiros episódios de Frieren e os dois primeiros episódios de Witch Hat Atelier é como os dois animes têm ritmos muito diferentes.

Frieren tem um começo bem mais lento, mais contemplativo, e isso combina totalmente com a proposta. Ele tem aquele clima de melancolia constante, como se o anime inteiro estivesse te puxando pra um lugar mais emocional e reflexivo. É muito sobre amizade, memórias e sobre o peso do tempo passando… e eu sinto que, do jeito que eu tô emocional ultimamente, eu nem consigo falar muito sobre isso sem quase querer chorar.

Witch Hat Atelier tem um começo bem mais rápido. Eu tava esperando que a história demorasse mais pra acontecer, principalmente por causa da relação da Coco com a mãe dela. Quando ela fala que nunca vai abandonar a mãe, eu pensei: “tá, então como ela vai acabar indo com o Qifrey?”. Achei que ia ter um tempo maior, um afastamento gradual, talvez um reencontro no futuro…

Mas não. Do nada, acontece tudo muito rápido, e a virada vem forte. Eu realmente não esperava.

Só que agora que a história já se estabeleceu e a Coco já entrou naquele universo, eu sinto que o anime pode começar a desacelerar e construir as coisas com mais calma.


No geral, essa semana foi isso: Frieren me deixou melancólica e reflexiva, e Witch Hat Atelier me deixou encantada e apaixonada pelo mundo.

Aé, eu e minha amiga planejamos ver Dungeon Meshi futuramente também, para completar a trindade dos animes mágicos ^^

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